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UM AMOR FEITO DE ATOS - A Relevância Social do Evangelho

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Pe. Raniero Cantalamessa Quarta Prédica de Quaresma 1. O exercício da caridade Na última meditação, aprendemos de Paulo que o amor cristão deve ser sincero; agora, aprendamos de João que ele deve ser também efetivo: “Se alguém possui bens deste mundo e vê seu irmão em necessidade, mas não tem piedade dele, como poderia o amor de Deus estar nele? Filhinhos, não amemos de palavra nem de língua, mas com obras e de verdade” (1Jo 3, 16-18). Encontramos o mesmo ensinamento, mais plástico, na Carta de Tiago: “Se um irmão ou irmã não têm roupa nem comida, e um de vós lhes dizeis ‘Ide em paz, aquecei-vos e saciai-vos’, mas não lhes dais o necessário ao corpo, de que adianta?” (Tg 2, 16). Na comunidade primitiva de Jerusalém, esta exigência se traduz na partilha. Dizem que os primeiros cristãos “vendiam suas propriedades e bens e os dividiam com todos, conforme a necessidade de cada um” (At 2,45). Mas o que os movia não era um ideal de pobreza, e sim de caridade. O fim não era serem todos pobres...

Ética civil não pode virar as costas para ética cristã

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Arcebispo considera que essa é uma luta missionária da Igreja Católica ZENIT.org “A porosidade da ética civil, que sustenta fluxos e dinâmicas na sociedade, pode explicar atrasos, desvarios e absurdos de cenários e condutas, e até de fatos cruéis como o massacre de crianças e adolescentes na Escola de Realengo.” O arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, faz essa afirmação em artigo divulgado à imprensa, num texto em que defende a contribuição da ética cristã para o desenvolvimento da ética civil. Acontecimentos como o do Realengo “exigem que se ponha a mão na consciência para que haja antecipação de encaminhamentos e providências que darão rumo diferente a esta sociedade enferma. Do contrário, corre-se contra o tempo, numa tentativa de apenas minimizar prejuízos, muitos deles fatais e irreversíveis na vida de indivíduos, famílias e comunidades”. O arcebispo reconhece que na sociedade contemporânea há um pluralismo moral, mas “que não dispensa a construção de conver...

Catequese do Papa: todos nós somos chamados à santidade

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Queridos irmãos e irmãs: Nas audiências gerais dos últimos dois anos, estivemos na companhia de muitos santos e santas: aprendemos a conhecê-los de perto e a entender que toda a história da Igreja está marcada por esses homens e mulheres que, com sua fé, seu amor, sua vida, foram luzes de muitas gerações, e são também para nós. Os santos manifestam de muitas maneiras a presença poderosa e transformadora do Ressuscitado; deixaram que Cristo possuísse tão plenamente suas vidas, que podiam afirmar, como São Paulo, "Eu vivo, mas não eu: é Cristo que vive em mim" (Gl 2,20). Seguir seu exemplo, recorrer à sua intercessão, entrar em comunhão com eles "nos une a Cristo, de quem procedem, como de fonte e cabeça, toda a graça e a própria vida do Povo de Deus" (‘Lumen Gentium', 50). No final deste ciclo de catequeses, eu gostaria de oferecer algumas ideias sobre o que é a santidade. O que significa ser santo? Quem é chamado a ser santo? As pessoas geralmente pensam que a ...

UM ROTEIRO PARA A CELEBRAÇÃO ECUMÊNICA

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P: = presidente da celebração A: = assembléiaL: leitor I. Entrada Hino de abertura Invocação de abertura: P: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.A: Amém. Falas de abertura P: De todos os cristãos de Jerusalém aos fiéis de ............... (local da celebração) que estão em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo: a vós, a graça e a paz. (1 Ts 1,1) A: Damos graças a Deus. Saudações P: Compassivo e amoroso Deus, que nos criaste à tua semelhança A: Por isso te louvamos e te agradecemos. P: Nós nos reunimos em teu nome, para te pedir a restauração da unidade de todos aqueles que confessam teu Filho Jesus Cristo como Senhor e Salvador de todos. A: Ó Deus, ouve-nos e tem compaixão de todos nós. P: Ajuda-nos em nossa fraqueza e fortalece-nos com teu Santo Espírito. A: Envia teu Espírito para que sejamos um. P: Oremos ao Senhor. A: Kyrie, kyrie eleison. P: Generoso Deus, prometeste através dos profetas que Jerusalém será o lar de muitos povos, a mãe de muitas nações. Ouve nossas preces para ...

ROTEIRO DE CELEBRAÇÃO PARA A SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS

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À CELEBRAÇÃO ECUMÊNICA “Eles eram assíduos aos ensinamentos dos apóstolos e à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações”.(Atos 2,42) O tema deste ano, oferecido a nossa meditação pelas Igrejas em Jerusalém, convida os cristão, em todo lugar, a refletir sobre sua relação com a Igreja mãe de Jerusalém, para ter um olhar novo sobre as próprias situações em que estamos envolvidos. Foi a partir dessa comunidade de Jerusalém que todas as outras comunidades nasceram. Essa comunidade terrena de Jerusalém é uma prefiguração da Jerusalém celeste, onde todos os povos serão reunidos ao redor do trono do Cordeiro em eterno louvor e adoração a Deus. Os cristãos de Jerusalém convidam a meditar, em nossos encontros ecumênicos de 2011, sobre a importância de nosso envolvimento com os ensinamentos dos apóstolos e a comunhão fraterna, com a fração do pão e as orações; são elementos que nos unem, embora sejamos muitos, no único corpo de Cristo. As Igrejas em Jerusalém nos pedem que lembremos de sua ...

SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS 2011

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Quatro elementos de unidade As orações da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2011 foram preparadas por cristãos em Jerusalém, que escolheram como tema At 2,42: “Eles eram assíduos ao ensinamento dos apóstolos e à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações”. Esse tema é um chamado à volta às origens da primeira Igreja em Jerusalém; é um chamado à inspiração e renovação, a uma volta ao essencial da fé; é um chamado a relembrar o tempo em que a Igreja ainda era una. Dentro desse tema, são apresentados quatro elementos que eram marcos da primeira comunidade cristã e que são essenciais à vida da comunidade cristã, onde quer que ela exista. Primeiramente, temos a palavra que era comunicada pelos apóstolos. Em segundo lugar, a comunhão fraterna (koinonia) era um sinal importante entre os primeiros fiéis sempre que se reuniam. Uma terceira marca da Igreja primitiva era a celebração da Eucaristia (a fração do pão), lembrando a Nova Aliança que Jesus realizou através de seu sofri...

VIDA ECUMÊNICA EM JERUSALÉM

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De Jerusalém Jesus enviou os apóstolos para serem suas testemunhas “até as extremidades da terra” (At 1,8). Em sua missão, eles encontraram muitas e ricas línguas e civilizações e começaram a proclamar o Evangelho e a celebrar a Eucaristia nessas muitas línguas. Como conseqüência, a vida cristã e a liturgia adquiriram muitas faces e expressões que se enriquecem e se completam mutuamente. Desde os primeiros tempos, todas essas tradições e Igrejas cristãs queriam estar presentes juntas na Igreja local de Jerusalém, o berço da Igreja. Elas sentiam a necessidade de ter uma comunidade orante e servidora na terra onde a história da salvação se desenvolveu, ao redor dos lugares onde Jesus viveu, exerceu seu ministério e sofreu sua paixão, entrando assim no mistério pascal da morte e ressurreição. Desse modo a Igreja de Jerusalém se tornou uma imagem viva da diversidade e riqueza das muitas tradições cristãs do Oriente e do Ocidente. Cada visitante ou peregrino em Jerusalém é, em primeiro luga...