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LITURGIA DIÁRIA

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Uma esmolinha, por amor de Deus!



Por Dom Murilo S.R. Krieger, scj (in ZENIT.org)



Seu rosto era um espelho diferente, já que refletia todos os tempos: o passado tinha gravado nele sulcos profundos, denunciadores de dias difíceis e de sofrimento intenso; o futuro era antecipado pela insegurança e pelo medo, estampados em seu olhar; o presente estava sintetizado no movimento de seus lábios, a pedir: “Uma esmolinha, por amor de Deus!”
Uma esmolinha! Qual seria a história desta mulher, quase só pele e ossos, envelhecida tão precocemente? Seria possível reconstituir sua infância? Que sonhos teriam povoado sua juventude? Que histórias teria para nos contar? Depois de tudo o que passou, enfrentou e viveu, o que pensa da vida? O que espera da sociedade?
Não seria possível, agora, fazer-lhe muitas perguntas. O problema que enfrentava era marcado pela urgência, melhor, pela sobrevivência. Não tinha tempo nem condições para considerações sociológicas, filosóficas ou metafísicas. O máximo que poderia fazer seria recordar as repostas que seu pedido tivera ao longo do dia. Não conseguiria, contudo, adivinhar o que não lhe foi dito, mas apenas expresso nos olhares de piedade, indiferença ou repulsa.
Diante de sua pobreza, cada qual se definiu, mesmo que só em pensamento: “Eu não ajudo quem pede esmola”; “Aí está o resultado de uma sociedade estruturada sobre a injustiça”; “Onde está o dinheiro de nossos impostos?”; “Por que o Governo não faz nada por pessoas assim?”; “Meu Deus, que rosto de sofrimento!”; “O que será que posso fazer?” etc.
Conseguimos resgatar espaçonaves perdidas no espaço, obter progressos consideráveis na pesquisas do câncer e desenvolver tipos de sementes adaptadas às condições climáticas de cada região. Novos Lázaros continuam, porém, percorrendo nossas estradas, estendendo suas mãos para matar a fome com o que cai de nossas mesas (cf. Lc 16,19-31).
O que fazemos pelos pobres? Houve épocas que foram dominadas por obras assistenciais. Tratava-se de “dar o peixe” aos necessitados, mesmo porque a fome exige respostas rápidas. Depois, nasceram iniciativas visando a promoção humana; o importante, dizia-se, é “ensinar a pescar”, para evitar a eterna dependência. Descobrimos, porém, que isso já não basta. É toda uma renovação das estruturas de nossa sociedade que se torna necessária, para que o processo de empobrecimento deixe de fabricar novos miseráveis. Enquanto isso, conforme o caso concreto que nos desafia, esta ou aquela atitude poderá ser a mais oportuna.
São muitos os pobres e necessitados que nos cercam. Há pobres no campo econômico: famintos, sem casa ou sem saúde, desempregados, sem meios para viver com dignidade. Há pobres no campo social: marginalizados por inúmeras razões, migrantes, analfabetos. Há pobres na consistência física ou moral: deficientes, alcoólatras, drogados, prostitutas, debilitados psiquicamente. Há pobres de amor: idosos desprezados, crianças abandonadas, prisioneiros, famílias desfeitas ou desagregadas. Há pobres de valores autênticos: escravos do prazer, do dinheiro, do poder.
A mão que se estende em nossa direção é um grito de alerta: alguém, em algum lugar, precisa de nossa ajuda material e de nosso tempo, de nossa dedicação e de nosso amor. Poderemos nos omitir, refugiando-nos em desculpas; ou, então, poderemos nos unir a todos os que se inquietam com os olhares que atravessam o tempo e as distâncias para nos pedir: “Uma esmolinha, por amor de Deus!”
Em nossa cidade, região e Estado, há inúmeras iniciativas em favor de crianças pobres; de mães grávidas abandonadas pelos maridos; de adolescentes que muito cedo são motivo de preocupação; ou de idosos sem família e sem amor. Interessar-se por essas iniciativas ou, inclusive, oferecer-se como voluntário, poderá ser o primeiro passo para a descoberta de novas respostas para os problemas sociais que nos desafiam.
Descobriremos, então, que somos ricos de esperança porque alguém, um dia, estendeu sua mão em nossa direção, levantou-nos e nos acolheu como irmãos, dando-nos dignidade e razões para viver. Não será esta uma indicação para fazermos o mesmo?



Dom Murilo S.R. Krieger, scj, é arcebispo de São Salvador da Bahia

A vida que a Jornada Mundial da Juventude salvou



Peregrinos irlandeses convencem casal a não abortar (in ZENIT.org)






– A 26ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ) conseguiu, entre seus numerosos frutos, salvar uma vida humana, já que uns peregrinos que foram a Madri, para o evento, convenceram um casal a não abortar.
No último dia 19 de agosto, um grupo de jovens pró-vida irlandeses começou a rezar na frente da igreja de San Martín de Tours, onde há uma importante clínica de abortos, segundo informou a ZENIT o Centro Internacional para a Defesa da Vida Humana (CIDEVIDA).
Um casal chegou até o lugar com a intenção de abortar e os jovens foram ao seu encontro, explicando-lhes as razões pelas quais não deveriam fazer isso.
Uma voluntária de CIDEVIDA, organização que tinha uma exposição instalada no claustro dessa igreja madrilena cêntrica, uniu-se ao grupo e colocou o casal em contato com a fundação de apoio, assessoria e ajuda à mulher grávida, Red Madre.
Esta rede se comprometeu a prestar apoio para o nascimento do filho do casal, que consolidou assim sua decisão de não abortar.
Para o secretário de CIDEVIDA, Juan José Panizo, “o presente desta vida é uma alegria para todos”. “Obrigado, Bento, por ter vindo”, expressou, elogiando também a ação dos voluntários da entidade pró-vida e dos peregrinos irlandeses, que, depois desse encontro, voltaram a rezar de joelhos no mesmo lugar.
Um grupo de pessoas preocupadas pelas consequências da nova lei do aborto na Espanha colocou em marcha o CIDEVIDA em 2009, para informar sobre a realidade do aborto e promover alternativas para ajudar as mulheres com problemas diante da gravidez.
Entre outras atividades, a entidade mantém, na Villa de Tordesillas, na província de Valladolid, uma exposição permanente sobre o aborto, um centro de ajuda às mulheres grávidas e de atenção à síndrome pós-aborto, bem como um centro documental.

Oração com que o Papa consagrou jovens ao Coração de Jesus



Na vigília da JMJ em Cuatro Vientos

Senhor Jesus Cristo, Irmão, Amigo e Redentor do Homem,
olhai com amor os jovens aqui reunidos e abri para eles a fonte eterna
da vossa misericórdia, que mana do vosso Coração aberto na Cruz.
Dóceis ao vosso chamado, eles vieram para estar convosco e adorar-vos.
Com ardente oração, eu os consagro ao vosso Coração,
para que, enraizados e edificados em Vós, sejam sempre vossos,
na vida e na morte. Que jamais se afastem de Vós!
Outorgai-lhes um coração semelhante ao vosso, manso e humilde,
para que escutem a vossa vontade e sejam, no meio do mundo,
louvor da vossa glória, de maneira que todos os homens,
contemplando as suas obras, deem glória ao Pai,
com quem viveis feliz para sempre,
na unidade do Espírito Santo,
pelos séculos dos séculos.Amém.

sábado, 13 de agosto de 2011

Oração pelo Dia dos Pais



Senhor Jesus, Tu que conheceste um Pai de coração infinito, Sempre disposto a acolher teus filhos de braços abertos, Fazendo festa mesmo depois que eles erraram (Lc 15,11-32), Ajuda nossos pais a viverem a acolhida e o carinho, A ensinarem pela firmeza e pela ternura, Nunca pela dureza de coração e pela violência.



Senhor Jesus, Tu que chegaste a sentir o abandono de seu pai, No momento em que mais precisavas dele (Mc 15,24), Ajuda nossas crianças a mostrarem aos homens de hoje Que o abandono e a falta compromisso paterno, Não ajudam a construir corações que amam.



Senhor Jesus, Tu experimentaste a pobreza em sua vida, Naquele casebre de Nazaré. Ajuda nossos pais a não desanimarem, Quando não conseguem oferecer o mínimo de dignidade A quem deles ainda depende.



Senhor Jesus, Tu conseguiste descobrir um Deus paizinho E foste capaz de mostrar esse Deus a teus seguidores e seguidoras. Ajuda-nos a descobrir esse mesmo Deus, Pai de ternura e compaixão. E que ele nos ensine a cuidar uns dos outros, Como pais e como filhas e filhos. Amém

In http://www.cebi.org.br

Eu quero um pai...



Eu quero um pai



Que quando me disser SIM, o faça com alegria



E quando disser NÃO, o faça com carinho



Pois eu preciso de sim e de não



Ambos, sempre com AMOR.
Eu quero um pai



Que seja ocupado e responsável como todos os pais



Mas que encontre tempo para ouvir as minhas bobagens



Que se lembre que já teve a minha idade



E não se envergonhe de sentar no chão para brincar comigo
Eu quero um pai



Que quando eu crescer um pouco mais



E viver alguma crise ‘aborrescente’



Tenha paciência comigo



Me convide para sair, bater um papoJogar conversa fora
Eu quero um pai



Que me mostre os caminhos



Caminhando comigo



Que não use muitas palavras, ou discursos



pois estarei sempre aprendendo com seus gestos



Que seja uma presença em minha vida



Mesmo quando estiver distante
Eu quero um pai



Não precisa ser herói



Nem espetacular



Pode ser até baixinho e gordinho



Nem de longe ser um pai bonito



Como esses das propagandas de Dia dos Pais
Eu não quero um Pai para um dia



Eu quero um pai para a vida toda...







Autor: Eduardo Machado
In http://direto.amaivos.com.br/

As lições da orfandade



Dia dos pais quase nunca foi dos mais alegres em minha infância. Perdi meu pai aos nove anos de idade e a partir daí essa data era um tanto tabu, onde todos procuravam fazer-me esquecer a única dor que já experimentara em uma vida coberta de carinho: eu não tinha pai. Era órfã. Palavra que soava como um soco no estômago ou um dardo no coração: órfã, órfã, órfã.



O câncer levara meu pai, homem bonito, alto, risonho e carinhoso, aos 46 anos de idade. Deixou um rastro de luto e lágrimas a marcar para sempre rosto e olhar de minha mãe que largou um pedaço de si própria no enterro do esposo profundamente amado. Diziam-me as coisas mais desajeitadas e odiosas sobre o tema: que eu devia aceitar a vontade de Deus, que havia sido melhor para ele, que agora eu tinha que ser muito boazinha para mamãe, etc.]



Nunca fui pessoa de entregar-se facilmente e baixar a guarda. E com esse importante episódio de minha vida não foi diferente. Resolvi que se eu não tinha pai, podia viver sem ele. E que não ia dar a ninguém o gosto de me ver triste e chorando. Trinquei meus pequenos dentes com raiva, apertei os punhos e parti para a luta pela alegria que parecia que me havia sido roubada para sempre com o desaparecimento do princípio da realidade do meu horizonte.



Não foi fácil. O coração apertava quando via as amigas e colegas com seus pais, celebrando o dia dos pais e aniversários e Natais povoados da força e do carinho que não eram presentes em minha casa e em minha vida. Embora minha mãe tentasse ser ao mesmo tempo pai e mãe, não conseguia. E a falta da presença paterna era duramente sentida como uma amputação irreparável.



Mas a orfandade ensinou também algumas lições que tentei aprender o melhor que pude. Com ela aprendi que nada na vida pode se considerar como já conquistado. Por tudo há que lutar com bravura e valentia, persistência e teimosia. A vida não se rende em preguiçoso “a priori”. Tem que ser buscada com unhas e dentes e toda luta é pequena para conservá-la e re-adquiri-la a cada suspiro e a cada instante. Assim cresci, assim me formei, assim conheci o homem que hoje é pai de meus filhos e decidi que uma vez que a paternidade povoou novamente minha casa e minha vida, não iria deixá-la ir embora tão facilmente.



Assim vi meus filhos crescerem, perdi noites de sono por causa deles, sofri com suas hesitações escolares e vitais, alegrei-me com seus sucessos, orgulhei-me, envergonhei-me, engoli sapos e aceitei críticas. A orfandade fizera de mim uma lutadora quase beligerante, perfil que a família que formei suavizou, mas não chegou a eliminar.



Porém a experiência definitivamente sanadora que colocou como um selo em meu aprendizado de órfã foi o aprendizado da oração. Em um retiro que fiz, já adulta, experimentei finalmente a presença de Deus Pai, fonte de onde jorra toda paternidade. Acolhi em lágrimas o dom de poder pronunciar “Abba Pai” e sentir que me dirigia a uma pessoa que me envolvia com seu amor. E enquanto isso acontecia, era como se todo o sentimento guardado e reprimido houvesse formado um tumor túrgido e doloroso que agora drenava um líquido viscoso e liberava a carne para, viva, novamente pulsar e palpitar.



Foi uma lição quase definitiva, essa. Porque sinto que ela só se faz completa hoje, quando contemplo, deslumbrada e agradecida, a paternidade de meu filho que carrega em seus braços, sorridente, a pequena Maria Antonia. Nesta paternidade vejo a paternidade interrompida em minha vida re-fazendo seu ciclo e recomeçando a girar em novo ciclo feito de amor e fecundidade.



Volto a celebrar de todo coração o Dia dos Pais. Posso celebrá-lo com redobrada alegria. E as lições que aprendi, tento humildemente comunicá-las aos outros. Por isso lhes digo: aproveitem seus pais. Dêem-lhes muitos, infinitos abraços e beijos. Digam até cansar que os amam. Cuidem deles para que fiquem mais tempo, o maior tempo possível, junto de vocês.



Mas sobretudo, não percam a ligação e a sintonia com a paternidade divina. Dali jorra uma fonte pura que é graça e vida em abundancia. Quem estiver ligado a esta fonte jamais se sentirá sozinho ou órfão. Não é a toa que a oração que Jesus ensinou e deixou como legado começa com a palavra Pai. Quem entende o que esta oração significa sabe que não é órfão e é infinitamente amado. Feliz Dia dos Pais para todos.






Maria Clara Bingemer