LITURGIA DIÁRIA

domingo, 11 de janeiro de 2009

JESUS EUCARÍSTICO DÁ- ME A TÊMPERA DOS MÁRTIRES


Meus amados irmãos e irmãs, no mundo em que hoje nós vivemos, muitas pessoas estão perdendo a coragem de lutar pelo bem. É tão claro como tanta gente não está mais preocupada em realizar as coisas certas. Muita gente está sim, preocupada em realizar as coisas fáceis. Pouco se vê, ou pelo menos pouco se divulgam, atitudes heróicas de quem decidiu enfrentar corajosamente as dificuldades, problemas, sofrimentos e abraçar com todas as forças o bem, e de forma especial, o Bem Supremo: Deus. É claro que existem pessoas que compreenderam que só se encontra a felicidade, só se encontra a realização plena da vida, na prática do bem e da justiça, na fidelidade a Deus e confiança total nos Senhor. Já diz o salmista: “É feliz quem a Deus se confia”. Mas um grande número de pessoas prefere traçar caminhos, aparentemente mais fáceis e menos exigentes, porém, caminhos que não levam a lugar algum; caminhos que não trazem benefício algum, senão frustração e dor.
A verdade é a seguinte: o mundo (e aqui entendamos por mundo não a Criação, que é perfeita, mas as estruturas político-sócio-econõmico-culturais desordenadas), este mundo desordenado nos ensina somente a reclamar da vida, a reclamar das pessoas, só nos ensina a reclamar dos acontecimentos. O mundo não nos encoraja para lutarmos pela paz, pela fraternidade, pela solidariedade. O mundo não nos encoraja para enfrentarmos nossas dificuldades de cabeça erguida. Não nos incentiva a andarmos firmemente apesar dos sofrimentos desta vida. A única coisa que o mundo nos ensina é a reclamar de tudo e de todos, e isto só nos enfraquece cada vez mais; isto nos desanima e nos força a “entregarmos os pontos” para o adversário. Quanta coisa boa podemos realizar no mesmo espaço de tempo que ás vezes tiramos para reclamar de tudo e de todos!
Parece que, muitas vezes, nós nos esquecemos dos grandes santos da nossa Igreja, que apesar de passarem por provações iguais às nossas e até sofrimentos maiores que os nossos, nunca deixaram de crer na Providência Divina; nunca deixaram de lutar pelo bem; nunca perderam a esperança; nunca viveram de reclamações. Aliás, estes homens e mulheres, que não eram diferentes de nós em sua essência, mas que passaram por adversidades, sofrimentos, perigos e dificuldades, sabiam claramente e assumiram com coragem a realidade de que “não se chega a ressurreição sem que antes se passe pela cruz”. Meus irmãos e minhas irmãs, temos que ter a sensibilidade de desconfiar de tudo aquilo que se nos apresenta de maneira muito fácil. Lembremos que o próprio Senhor nunca ensinou que ir para o céu é fácil. Muito pelo contrário, Jesus mesmo disse que devemos nos esforçar para entrar pela porta estreita, porque larga é a porta que leva para a perdição. Por isso, irmãos, sempre é muito melhor andar, mesmo que com dificuldades, no caminho certo do que andar sem dificuldades fora do caminho.
Pensemos nos mártires, aqueles que entregaram suas vidas à morte e sofreram todo o tipo de tormentos corporais por causa do nome de Jesus, e não eram capazes de sequer abrir a boca para reclamar. Homens e mulheres limitados como nós, que, devorados pelas feras ou queimados vivos, ou ainda, mutilados pela espada, foram capazes de superar as dores e as angústias da vida terrena, uma vez que tinham certo a esperança na vida eterna, onde não haverá dor, nem tormentos, nem medo, onde não haverá sofrimentos.
Mas qual o segredo da fortaleza dos Mártires? O que permitia que os mártires superassem as dificuldades, os sofrimentos, as provações? A resposta é simples: Eles eram homens e mulheres eucarísticos. Não há outra explicação. A Eucaristia era o centro das vidas daqueles homens e daquelas mulheres. Era Jesus, o Pão que desceu do céu, quem fortalecia, encorajava e entusiasmava os mártires. Não eram homens e mulheres acomodados, que esperavam asa coisas caírem do céu, ou simplesmente aguardavam que se resolvessem seu problemas como num passe de mágica. Não! Eram homens e mulheres lutadores que se alimentavam do corpo e do sangue do Senhor, e uma vez nutridos pelo alimento celeste, encontravam força e entusiásmo para viver cada dia como se fosse único. Jesus Eucaristia é quem dava o incentivo e se dava como sustento para que todo aquele que nele confiasse pudesse superar as dificuldades. Aliás, nisto consiste o poder de Deus: não em poder evitar tudo, mas em poder superar tudo. Com Cristo, e de maneira muito especial na Sagrada Eucaristia, nós também, mesmo não podendo evitar tudo (não podendo evitar as perdas, os sofrimentos, as adversidades), mesmo assim, nós podemos superar tudo.
Perguntamos então: Será que o Cristo do passado não é o mesmo Cristo de hoje? O Jesus em quem os santos mártires confiavam e no qual depositavam sua esperança não é o mesmo em quem nós cremos? A Eucaristia, remédio e motivação do mártires, não é o mesmo Pão Eucaristizado que se faz presente nos altares das igrejas do mundo inteiro?
Jesus Eucarístico, dá-nos a têmpera dos mártires. Dá-nos o ânimo daqueles que morreram por ti. Dá-nos a coragem daqueles que abraçaram a cruz. Ajuda-nos, Senhor, a carregar a cruz de cada dia, sem murmurar, sem reclamar, sem rejeitar. Ensina-nos, Senhor, a buscarmos não aquilo que é mais fácil ou atraente, mas sim aquilo que é o correto, mesmo que sob o peso de uma cruz, que nós sabemos que será superada.
Pe. Ademir Nunes Farias

Um comentário:

  1. é pena que esse mundo q passa saiba como em fraquecer seus adeptos mas, isso nao serv para nos cristaos, se nos vemos relachados devemos rever nossa fe particular e romper de vez com esse ``mundo`` jesus é o senhor portanto sejamos boes servos como maria e seu filho jesus

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