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LITURGIA DIÁRIA

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

DUAS MOTIVAÇÕES PARA SE REZAR O ROSÁRIO


O Rosário é uma oração cristológica

· É a meditação dos Mistérios da santíssima vida de Jesus.
· Está presente nesta oração todos os momentos fortes da vida de Cristo: seu nascimento, vida pública, paixão e glória.
· O que se enfoca é, primeiramente, Jesus de Nazaré, o Cristo de Deus.
· Jesus é quem deve ser contemplado, na sua história, no seu ministério, no seu destino, no seu reino.
· Maria quer nos levar a Jesus, porém, quem deve ser contemplado é o filho antes que a mãe.
· Todos os mistérios da vida de Maria são relacionados a seu filho Jesus (Virgindade, Maternidade, Imaculada Conceição, Assunção, etc.).

O Rosário é uma oração penitencial

· Em todas as orações contidas no Rosário estão presentes diversos aspectos penitenciais.
· Já no “Credo” fala-se: “Creio na remissão dos pecados”.
· O “Pai Nosso” traz a seguinte prece: “Perdoai-nos nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”, e ainda: “livrai-nos do mal”.
· A “Ave Maria” reza: “Rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte”.
· A “Salve Rainha” enfatiza a misericórdia divina e apresenta Maria como uma seta que mostra a fonte da misericórdia que é Jesus.
· Na conclusão de cada mistério contemplado está presente a fórmula: “Perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno...”.

O rosário é a oração daquele que se reconhece frágil, pede perdão, confia na misericórdia divina e persevera na esperança.

Pe. Ademir N. Farias

domingo, 11 de janeiro de 2009

JESUS EUCARÍSTICO DÁ- ME A TÊMPERA DOS MÁRTIRES


Meus amados irmãos e irmãs, no mundo em que hoje nós vivemos, muitas pessoas estão perdendo a coragem de lutar pelo bem. É tão claro como tanta gente não está mais preocupada em realizar as coisas certas. Muita gente está sim, preocupada em realizar as coisas fáceis. Pouco se vê, ou pelo menos pouco se divulgam, atitudes heróicas de quem decidiu enfrentar corajosamente as dificuldades, problemas, sofrimentos e abraçar com todas as forças o bem, e de forma especial, o Bem Supremo: Deus. É claro que existem pessoas que compreenderam que só se encontra a felicidade, só se encontra a realização plena da vida, na prática do bem e da justiça, na fidelidade a Deus e confiança total nos Senhor. Já diz o salmista: “É feliz quem a Deus se confia”. Mas um grande número de pessoas prefere traçar caminhos, aparentemente mais fáceis e menos exigentes, porém, caminhos que não levam a lugar algum; caminhos que não trazem benefício algum, senão frustração e dor.
A verdade é a seguinte: o mundo (e aqui entendamos por mundo não a Criação, que é perfeita, mas as estruturas político-sócio-econõmico-culturais desordenadas), este mundo desordenado nos ensina somente a reclamar da vida, a reclamar das pessoas, só nos ensina a reclamar dos acontecimentos. O mundo não nos encoraja para lutarmos pela paz, pela fraternidade, pela solidariedade. O mundo não nos encoraja para enfrentarmos nossas dificuldades de cabeça erguida. Não nos incentiva a andarmos firmemente apesar dos sofrimentos desta vida. A única coisa que o mundo nos ensina é a reclamar de tudo e de todos, e isto só nos enfraquece cada vez mais; isto nos desanima e nos força a “entregarmos os pontos” para o adversário. Quanta coisa boa podemos realizar no mesmo espaço de tempo que ás vezes tiramos para reclamar de tudo e de todos!
Parece que, muitas vezes, nós nos esquecemos dos grandes santos da nossa Igreja, que apesar de passarem por provações iguais às nossas e até sofrimentos maiores que os nossos, nunca deixaram de crer na Providência Divina; nunca deixaram de lutar pelo bem; nunca perderam a esperança; nunca viveram de reclamações. Aliás, estes homens e mulheres, que não eram diferentes de nós em sua essência, mas que passaram por adversidades, sofrimentos, perigos e dificuldades, sabiam claramente e assumiram com coragem a realidade de que “não se chega a ressurreição sem que antes se passe pela cruz”. Meus irmãos e minhas irmãs, temos que ter a sensibilidade de desconfiar de tudo aquilo que se nos apresenta de maneira muito fácil. Lembremos que o próprio Senhor nunca ensinou que ir para o céu é fácil. Muito pelo contrário, Jesus mesmo disse que devemos nos esforçar para entrar pela porta estreita, porque larga é a porta que leva para a perdição. Por isso, irmãos, sempre é muito melhor andar, mesmo que com dificuldades, no caminho certo do que andar sem dificuldades fora do caminho.
Pensemos nos mártires, aqueles que entregaram suas vidas à morte e sofreram todo o tipo de tormentos corporais por causa do nome de Jesus, e não eram capazes de sequer abrir a boca para reclamar. Homens e mulheres limitados como nós, que, devorados pelas feras ou queimados vivos, ou ainda, mutilados pela espada, foram capazes de superar as dores e as angústias da vida terrena, uma vez que tinham certo a esperança na vida eterna, onde não haverá dor, nem tormentos, nem medo, onde não haverá sofrimentos.
Mas qual o segredo da fortaleza dos Mártires? O que permitia que os mártires superassem as dificuldades, os sofrimentos, as provações? A resposta é simples: Eles eram homens e mulheres eucarísticos. Não há outra explicação. A Eucaristia era o centro das vidas daqueles homens e daquelas mulheres. Era Jesus, o Pão que desceu do céu, quem fortalecia, encorajava e entusiasmava os mártires. Não eram homens e mulheres acomodados, que esperavam asa coisas caírem do céu, ou simplesmente aguardavam que se resolvessem seu problemas como num passe de mágica. Não! Eram homens e mulheres lutadores que se alimentavam do corpo e do sangue do Senhor, e uma vez nutridos pelo alimento celeste, encontravam força e entusiásmo para viver cada dia como se fosse único. Jesus Eucaristia é quem dava o incentivo e se dava como sustento para que todo aquele que nele confiasse pudesse superar as dificuldades. Aliás, nisto consiste o poder de Deus: não em poder evitar tudo, mas em poder superar tudo. Com Cristo, e de maneira muito especial na Sagrada Eucaristia, nós também, mesmo não podendo evitar tudo (não podendo evitar as perdas, os sofrimentos, as adversidades), mesmo assim, nós podemos superar tudo.
Perguntamos então: Será que o Cristo do passado não é o mesmo Cristo de hoje? O Jesus em quem os santos mártires confiavam e no qual depositavam sua esperança não é o mesmo em quem nós cremos? A Eucaristia, remédio e motivação do mártires, não é o mesmo Pão Eucaristizado que se faz presente nos altares das igrejas do mundo inteiro?
Jesus Eucarístico, dá-nos a têmpera dos mártires. Dá-nos o ânimo daqueles que morreram por ti. Dá-nos a coragem daqueles que abraçaram a cruz. Ajuda-nos, Senhor, a carregar a cruz de cada dia, sem murmurar, sem reclamar, sem rejeitar. Ensina-nos, Senhor, a buscarmos não aquilo que é mais fácil ou atraente, mas sim aquilo que é o correto, mesmo que sob o peso de uma cruz, que nós sabemos que será superada.
Pe. Ademir Nunes Farias

domingo, 4 de janeiro de 2009

Igreja: lugar privilegiado para o encontro com Deus


· A palavra Igreja (ekklesìa) significa convocação.
· A experiência da igreja é a experiência de Cristo.
· “Ela não é somente congregada em torno dele; é unificada nele, em seu corpo” (CEC 789). “Ela vive da Palavra e do Corpo de Cristo e se torna, assim, corpo de Cristo” (CEC 752).
· “Cristo e a Igreja, eis, portanto, o ‘Cristo Total’” (CEC 755).
· “É na Igreja que Cristo realiza e revela seu próprio mistério como a meta do desígnio de Deus: recapitular tudo nele” (CEC 772).
· A Igreja é instrumento da missão de Cristo.
· “A Igreja é o reino de Cristo já presente em mistério” (LG 3).
· “É sinal e instrumento da união íntima com Deus e da unidade de todo o gênero humano” (LG 1).
· A Lei da igreja é o mandamento novo de amar como Cristo mesmo amou (cf. LG 9).
· Ela é sinal no mundo de que Cristo não é insensível às dores da humanidade.
· É povo de Deus messiânico => anuncia com a vida a chegada do reino.
· É povo de Deus profético => anuncia o bem, mas também denuncia os males.
· É povo de deus sacerdotal => oferece a própria vida em oblação (sacrifício cotidiano).
· É povo de Deus sacramental => é sinal visível da Graça, e celebra isto quando administra os sacramentos.
· É povo de Deus escatológico => anuncia a salvação para o hoje, mas aguarda na contemplação e na ação a plenitude no “eschaton”.

Pe. Ademir N. Farias

A URGÊNCIA DA UNIDADE


A distinção não é, de forma alguma, sinônimo de conflito nem de divisão. Ser diferente não significa ser melhor ou pior, ser mais ou menos bom, ter crédito ou descrédito com relação a outro. A distinção não impede a unidade. Ser diferente não é, em si, um obstáculo real posto à unidade. Pelo contrário, ser diferente é, muitas vezes, um caminho enriquecedor, de mútuo aprendizado e mútua cooperação.
Estar separado ou em oposição àqueles que têm por natureza o mesmo objetivo, o mesmo horizonte, a mesma esperança, isto sim é triste, doloroso, contraditório. Aliás, o Concílio Vaticano II afirmou isso de forma muito contundente, dizendo que a “divisão contradiz abertamente a vontade de Cristo, e é escândalo para o mundo, como também prejudica a santíssima causa da pregação do Evangelho a toda criatura” (Concílio Vaticano II, Unitatis Redintegratio (UR), 1, in Documentos do Concílio Vaticano II: Documentos da Igreja 1, Paulus, 1997). Ou seja, ser diverso pode ser bom e necessário; já ser dividido será sempre uma contradição e uma barreira que impede a realização do projeto salvador de Deus para toda a humanidade.
Na sua visita ao Brasil, em Maio de 2007, o Papa Bento XVI não deixou de falar sobre esta urgência da busca da verdadeira unidade entre os irmãos de denominações cristãs diversas, que é critério para que o Evangelho não caia em descrédito. No seu discurso aos bispos católicos do Brasil em 11 de Maio, o Papa pontuou: “O Ecumenismo, ou seja, a busca da unidade dos cristãos torna-se nesse nosso tempo, no qual se verifica o encontro das culturas e o desafio do secularismo, uma tarefa sempre mais urgente da Igreja católica”.
O Pontífice, por sua vez, como profeta que é, não fez vistas grossas a realidade da multiplicação de grupos e até comunidades que se impõem pelos “exclusivismos” e pelo proselitismo, dificultando a caminhada ecumênica. Assim disse o Papa: “Com a multiplicação, porém, de sempre novas denominações cristãs e, sobretudo diante de certas formas de proselitismo, frequentemente agressivo, o empenho ecumênico torna-se uma tarefa complexa”. E acrescenta: “Em tal contexto é indispensável uma boa formação histórica e doutrinal, que habilite ao necessário discernimento e ajude a entender a identidade específica de cada uma das comunidades, os elementos que dividem e aqueles que ajudam no caminho de construção da unidade. O grande campo comum de colaboração deveria ser a defesa dos fundamentais valores morais, transmitidos pela tradição bíblica, contra a sua destruição numa cultura relativística e consumista; mais ainda, a fé em Deus criador e em Jesus Cristo, seu Filho encarnado. Além do mais vale sempre o princípio do amor fraterno e da busca de compreensão e de proximidade mútuas”.
É claro, que o Papa não deixou de chamar a atenção com relação aos irmãos católicos que se encontram frios na fé e advertiu quanto a necessidade de se “encaminhar a atividade apostólica como uma verdadeira missão dentro do rebanho que constitui a Igreja Católica no Brasil, promovendo uma evangelização metódica e capilar em vista de uma adesão pessoal e comunitária a Cristo. Trata-se efetivamente de não poupar esforços na busca dos católicos afastados e daqueles que pouco ou nada conhecem sobre Jesus Cristo, através de uma pastoral da acolhida que os ajude a sentir a Igreja como lugar privilegiado do encontro com Deus e mediante um itinerário catequético permanente”.
Reafirmando a identidade da fé Católica, que condena todo o indiferentismo e relativismo cego, o Papa deixou aos católicos o incentivo sempre maior, para que se lancem no caminho da unidade, conscientes de sua identidade e não abrindo mão dela por nada, porém, numa atitude de acolhida, respeito, amor fraterno e aprendizado junto aos irmãos e às irmãs de outras denominações, no desejo de ser fiéis ao mandamento do Senhor Jesus: “Que todos sejam um, para que o mundo creia” (Jo 17,21).

Pe. Ademir Nunes Farias

JESUS EUCARISTIA: ALIMENTO DO HUMILDE E FORÇA DO SERVO


“O que entre vós é o maior, torne-se como o último; e o que governa seja como o Servo” (Lc 22,26).
Certa vez, Jesus na oração disse ao Pai: “Pai, eu te louvo porque escondestes estas coisas aos poderosos e as revelastes aos pequeninos”.
De quem se tratam estes pequeninos? Quem são estas pessoas a quem Deus quer revelar sempre o mistério do seu amor? A quem é dado conhecer as coisas do alto?
Deus se revela a todos, sem exceção, em todos os momentos da vida. Deus se oferece constantemente para fazer morada na vida de todas as pessoas. Deus quer ser o alimento verdadeiro, insubstituível, necessário, bem como a fortaleza inabalável de toda pessoa humana. Não somente de um grupo seleto, pequena parte de uma imensa humanidade ou pequeno grupo de toda uma comunidade.
O problema é que muitas pessoas estão ainda enclausuradas pela prepotência, auto-suficiência, pelo erro de pensar que sabem tudo e que não precisam de ninguém, e, por isso mesmo, se fecham à verdade absoluta que é Deus. Há muitas pessoas, ainda, que estão enclausuradas em sua maneira extremamente racionalista de ver as coisas, que não dão espaço para que o mistério que Deus não cessa de revelar habite também em seu coração. Existem ainda as clausuras do barulho, das excessivas preocupações, que obscurecem a capacidade de contato com o Mistério.
A Eucaristia é alimento do humilde; é mistério compreendido, acolhido por quem é humilde. Não porque Jesus se oferece apenas a quem é humilde, mas sim porque aquele que pratica a virtude da humildade está mais disposto a acolher o mistério revelado a todos. O humilde busca se libertar das clausuras do racionalismo “incontestável”, da falta de dar e pedir perdão, da auto-suficiência e pretensão de saber tudo. O humilde se encontra mais disponível, com o coração desprendido do que é passageiro e aberto ao que é eterno. O humilde compreende que “na Eucaristia temos Jesus, o seu sacrifício redentor, a sua ressurreição, temos o dom do Espírito Santo, temos a adoração, a obediência e o amor ao Pai” (EE 60). Somente aquele que faz-se menor é capaz de enxergar o mistério que se apresenta no altar. Somente na humildade encontra-se espaço para que Jesus Eucaristia faça morada.
Todos os homens e mulheres estão sedentos e famintos de Deus. Todos estão necessitados de Deus. “A comunhão Eucarística nos é dada para saciar-nos de Deus nesta terra, na espera da satisfação plena no céu” (MND 19). Porém, o Deus Eucarístico, no qual está toda a força, sustento, coragem, ânimo, que a humanidade toda precisa, não pode ser percebido ou ter seu poder reconhecido por quem não se fizer menor.
Ser humilde, ser servo, nada mais é do que ser do jeito de Jesus. Na sobriedade da vida, na hospitalidade para com os irmãos e na solidariedade efetiva. Somente assim, seremos capazes de colher os frutos da Eucaristia, que existem independentemente de nós, mas que podem não ser percebidos se não nos tornarmos pequeninos, se não nos libertarmos de nossas clausuras.
Podemos, então, perguntar: Temos nos esforçado para sermos servos uns dos outros? Temos ido ao encontro do outro não porque ele pode nos satisfazer uma necessidade, mas sim porque sabemos que podemos dar algo de nós? Temos sentido em nossas vidas a força, o sustento que parte da Eucaristia? Ou será que ainda nos sentimos enclausurados em algumas coisas, comportamentos, costumes, que não nos permitem saborear o mistério de Deus presente e contido na Eucaristia?
Nunca percamos de vista que “a Eucaristia é mistério de presença, por meio do qual se realiza de modo absoluto a promessa de Jesus de permanecer conosco até o fim do mundo” (MND 16).

Pe. Ademir Nunes Farias